Vidas não têm preço!

Vidas não têm preço!

Por Rose Bassuma

Informou a reportagem de Evandro Spinelli publicada na edição de sábado, 15/01/11, na Folha, que um estudo encomendado pelo próprio Estado do Rio de Janeiro já alertava, desde novembro de 2008, sobre o risco de uma tragédia na região serrana fluminense.

Na Constituição Federal, no art. 21., reza que compete à União: planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações.

Todos os anos chove muito nesta época, no estado do Rio de Janeiro, isso não é nenhuma surpresa para ninguém. Claro, que o volume das chuvas causaram grandes desastres, uma enchente histórica dos últimos 48 anos, causando mortes de centenas de pessoas, soterradas por toneladas de terra, árvores, pedras e lixo.

Não podemos mais vivenciar e calar diante de uma situação como essa. Em primeiro lugar o gestor, que foi eleito pelo povo, não pode ser omisso com a segurança e bem estar da população. Precisamos de responsabilidade diante de ações e políticas de prevenção. E o que vemos constantemente é o gasto maior para recuperar danos do que prevenir.

Há mais de 500 favelas, nas encostas das montanhas, vivendo muito mal. E a urbanização e humanização dessas áreas? A consequência deste descaso se revela nos desastres que vitimam centenas de pessoas.

Existem indicadores que haverá incidência de chuvas cada vez mais fortes; vivemos conseqüências das mudanças climáticas no mundo e o aquecimento do clima provoca episódios extremos com mais freqüência e intensidade.

E o que os governos, municipal, estadual e federal têm feito para minimizar as tragédias? E a proteção das bacias hidrográficas, das matas ciliares? Existe mapeamento das áreas de risco? Existe a informação de quantas pessoas vivem nessas encostas? Quem afinal, mora nesses locais? Apenas pobres e muito pobres! Quais políticas os governos viabilizam realmente para os pobres, que são a grande maioria da população?

Até quando isso vai continuar acontecendo no Brasil? Até quando tragédia como essa irá vitimar tantas pessoas? Até quando os políticos se lembrarão da mesma? Tomarão providências?

Fico imaginando o sofrimento, a desolação, a insegurança e o abandono destas pessoas, como diz um trecho da música do Freddie Mercury:

How Can I Go On”

Como Posso Continuar ( Tradução )

“Como posso continuar  a partir de hoje?

Quem pode me fortalecer em todos os caminhos?

Onde posso estar seguro?

Onde posso permanecer?

Neste imenso mundo de tristeza

Como posso esquecer?”

Quanto custa ao Brasil cuidar do seu povo? Brasil, que País é este?

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Uma resposta to “Vidas não têm preço!”

  1. Carol Says:

    Muito Bom o texto! Parabéns!

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